Por que a forma da comunicação determina comportamentos?

É impressionante o número de boas ideias que são desperdiçadas diariamente por causa de comunicações truncadas e em conseqüência da dificuldade de se administrar relacionamentos.

Já dizia Plutarco, filósofo grego, que “para saber falar é preciso saber escutar”, máxima que vale ainda hoje nas relações que estabelecemos (ou não) dentro das organizações e na vida pessoal. É que ambas se misturam – e não conseguimos administrá-las sem a interferência das emoções.

Pode-se pontuar essas relações sob óticas diferentes e ainda separá-las em sua essência. Muitas vezes encontramos ruídos num processo comunicativo que advém daquele que recebe a informação, ele pode, por sua vez, distorcê-la em função do que melhor lhe convém. É como dizer de uma disposição a ouvir o que bem se pretende.

Ouvir e falar não têm uma relação tão proporcional quanto parece – seria mais ou menos assim: ouvir, o dobro do falar.  Ulisses Guimarães, um velho político, dizia que “a impaciência é uma das faces da estupidez que acaba não somente com carreiras jornalísticas, mas também com executivos que não cultivam essa arte”. Também, Sarmiento um grande escritor argentino disse em bom tom: “Cómase la lengua” – querendo pontuar assim, a importância do ouvir.

Hoje, em ambientes empresariais um dos temas mais solicitados para treinamentos ou palestras é a “Comunicação” (ou a falta dela). Ouve-se sempre que “é preciso melhorar a comunicação” – num mundo moderno, cheio de equipamentos eletrônicos, rápidos, cujas mensagens chegam instantaneamente por viber, whatsapp, facebook, skype… E toda essa parafernália da atualidade. E se com tudo isso ainda não se resolve, como entender esse paradoxo de que “aqui não conseguimos nos comunicar”?

A comunicação

normalmente, está impregnada de sentimentos e de emoções que vivemos a todo instante. Se os relacionamentos têm arestas ou deixam marcas, se somos resistentes às mudanças a que somos submetidos constantemente, é obvio que o processo da comunicação, aparentemente tão simples: emissor, mensagem (código comum) e receptor,  seria de fato eficaz e que bastava só falar ou escrever, que o outro nos entenderia.

Essa complexidade está estabelecida em ambas as partes, no emissor e no receptor, ou seja, na intencionalidade destes que tendem a ser parciais, a ouvir ou a entender conforme a concorrência dos fatos ou circunstancias presentes no momento e na sua conjuntura emocional.

Neste caso, pode-se falar da inteligência interpessoal, que é a capacidade que o indivíduo tem de manter relações, da capacidade de compreender o outro, trabalhando de maneira cooperativa; também da aptidão para manter relações entre amigos e da habilidade para resolver conflitos. Esquece-se que nossa natureza essencial se manifesta nas relações que estabelecemos – que não é possível sermos “bons” sozinhosque só nos realizamos através das conexões que criamos. Somos profundamente influenciados por esse processo – e mais, crescemos quando conseguimos restaurar os estragos da má gestão comunicativa em que vivemos.

Por que a palavra pode determinar o comportamento de uma pessoa?

Os padrões das organizações são praticados pelos nossos modelos de comportamento – o nível de uma conversa amistosa ou não, é determinada por MIM. Mas será que uso minha inteligência interpessoal para determiná-la? Treino essa habilidade? Quando alguém não entendeu minha mensagem, pergunto-me: ”por que será que não me  fiz entender?” Mas ao contrário, transfiro a responsabilidade perguntando-me: “por que será que ele não me entendeu”?

Temos de ter ainda a percepção do “timing verbal”, ou seja, colocar nossas opiniões “DENTRO” e não “POR CIMA” da conversa geral com outras pessoas; isto nos garantirá, no mínimo, sermos agradáveis e delicados com os outros.

Se conseguirmos dialogar com naturalidade, sem armas verbais, com a pluralidade do mundo, se falarmos com espontaneidade da profissão, sobre política, religião, sexo, dinheiro, morte, vida, das alegrias e das tristezas, teremos uma maior qualidade de vida. Os diálogos bem sucedidos trazem leveza, amainam, acalmam. E quando tudo isso não se processa efetivamente, o resultado é DOENÇA.

Assim, a forma da comunicação pode alterar nosso comportamento?

Pense: A escolha é sua!

“Nossas palavras são como instrumentos cirúrgicos bioquímicos, com os quais podemos suturar ou seccionar a química dos outros; podemos estimular ou abater o espírito dos semelhantes; alegrar ou entristecer; encontrar ou repelir almas afins” (Lance H.K.Secretan – Um Nível Acima)

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