Qual a finalidade, sinceramente, dos “bottons” coloridos  ou dessas carinhas  (emotions) que constituem o emocionômetro empresarial?

Há pouco tempo, antes de começar a falar sobre os “Oito Objetivos do Milênio” numa empresa de grande porte, observei que a maioria dos participantes usava um desses “bottons” na lapela de suas camisas de uniforme. Notei também que a cor era verde e isso me remeteu a um pensamento altamente positivo:  de que o estado de ânimo dos participantes era  muito receptivo, aberto e que eles estavam felizes  num ambiente tranqüilizador e seguro ou seja, emocionalmente bem. Fiz algum comentário com o grupo sobre a cor verde e a pré-disposição de cada um e felicitei-os pela grandiosa participação no evento.

No intervalo, depois de degustar um excelente “coffeebreak” estava tomando um delicioso solzinho quando um dos participantes aproximou-se discretamente, cumprimentou-me e comentou:

– Sobre o bottom verde, queria te dizer uma coisa.

– Claro, gostaria muito de saber sobre a cor que você escolheu: o verde.

– Sabe, é que aqui nesta empresa, é melhor não usar outra cor.

Surpreendi-me! Não imaginava que pudesse ouvir aquilo, principalmente naquele dia!

Fiz algumas entrevistas posteriores com pessoas que trabalham em empresas que usam o “emocionômetro empresarial” e observei que nem sempre eles retratam com fidelidade o momento emocional do colaborador. Algumas vezes são falsos, e pessoas que usam sempre o amarelo ou o vermelho não são “bem vistas” pelas chefias – eles ficam mais vulneráveis a uma demissão por demonstrarem sempre falta de equilíbrio emocional – assim me disseram.

Emocionômetro Empresarial – Para que serve esse sinalizador de emoções?

O “Emocionômetro” surgiu  em 1991 a partir da iniciativa de dois coordenadores de uma das usinas da Fiat. O número de peças que apresentavam alguns “pequenos defeitos” era alto. Intuitivamente, começou-se a perceber que mais do que sabotagem o problema era mais sério: a má performance poderia ser oriunda de problemas emocionais de alguns funcionários que não conseguiam executar bem suas funções devido à baixa concentração.

Daniel Goleman, em seus livros descreve a necessidade de atentarmos para a “IE” – Inteligência Emocional, já que as nossas emoções alteram completamente nosso desenvolvimento e crescimento profissional. Se o objetivo é auxiliar, apoiar o colaborador que manifesta  algum tipo de desequilíbrio emocional, e que isso, comprovadamente interfere no seu desempenho, por que então não usar a cor que identifica, sinceramente, suas emoções?

Segundo Goleman, melhor que o colaborador aprenda a administrar suas emoções, e que as use a seu favor, inteligentemente. Isso não significa que deva negar suas emoções, basta (parece simples) aprender a se auto controlar, superá-las ou mesmo conviver com elas. É preciso estabelecer uma estratégia para lidar com os sentimentos. Por exemplo: “Estou ansioso para ver os resultados da minha produção; como eles só ficam prontos amanhã, vou me ocupar com atividades que me acalmam, hoje”, de maneira consciente.

Assim, sabendo da importância do uso da “IE”, vejo que nas melhores intenções manifestadas pelos psicólogos da área de Gestão de Pessoas, ainda se cometem erros tão grosseiros como o citado anteriormente. Então, como usar o “bottom” que identifica os sentimentos e emoções do dia, coerentemente, porém sem medo? As empresas precisam aprender melhor a usar alguns recursos!!!

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