Trabalho em Equipe, Sua Empresa Joga para Ganhar?

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Trabalho em Equipe, Sua Empresa Joga para Ganhar?

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  1. E. J. NEWMAN, pesquisador da Microsoft – em “The Structure of Scientific Collaboration Networks” (2001) – realizou um estudo para entender como se dava a colaboração em grupos de trabalho. Segundo a matéria da Revista NATURE, no ano de 2001, dos setecentos (700) artigos analisados, apenas seis (6) tiveram autores individuais, sendo os demais, 694, realizados colaborativamente, ou seja, em times.

Algumas observações foram feitas a partir dos diagramas das redes de colaboração apresentados no estudo e por meio de análises de perfis daqueles grupos mais bem sucedidos, assim como dos melhores projetos. O que diferenciava uma equipe da outra? Um projeto do outro? Como competências diversas, veteranos e novatos, gerações distintas, X e Y, puderam ser mais competitivas?

Dos grupos que mais se sobressaíram, foram identificadas quatro características que pertencem ao chamado right mix, isto é, a mistura certa. Este pode ser encontrado ao ponderar as seguintes relações quando se trata de montar time altamente competitivo:

  1. Especialidade – habilidade, área de conhecimento específica, interesse particular de cada um, competência;
  2. Diversidade – multiplicidade de áreas de conhecimento, dissimilitude;
  3. Familiaridade – conhecimento do outro, ausência de formalismo, confiança, respeito, reconhecimento das competências alheias;
  4. Sangue novo (freshness) – gente nova no grupo (pode ser de fora, de outro setor, de gerações distintas, com visões diferentes, ou que desconheçam a dinâmica da área).

Futebol, um exemplo do trabalho em equipe

Como no futebol, o right mix de experiências pode levar o time a vencer o campeonato. O capitão quase sempre é o mais velho, o mais experiente, aquele que já jogou em diversas equipes e que se diferencia do grupo por suas características pessoais. No mundo corporativo, isso também acontece. As características dos profissionais veteranos, denominados ‘geração X’, podem comparar-se a esses profissionais do futebol; embora em carreiras distintas, possuem competências valiosas para equilibrar a equipe e levá-la ao sucesso.

A união entre gerações

OLIVEIRA (2010) explica a geração Y (nascidos entre 1980 e 1999) como sendo uma geração questionadora, informada, criativa, que fala pelo menos um idioma (inglês), irrequieto, sempre em busca de novas experiências. Não tem medo de desafios, prefere os padrões informais e sente profunda necessidade de reconhecimento. Não se prende a uma organização se não se sente feliz. É imediatista e trabalha para resultados rápidos. Embora busque constantes conexões, é individualista e  comunica-se incessantemente através de mensagens instantâneas; relaciona-se mais virtualmente, em redes sociais. São superficiais e possuem excesso de informações desconectadas.

Também OLIVEIRA (2009) explica a geração X, veteranos, (nascidos entre 1960 e 1980) como uma geração marcada pela guerra fria, escândalos políticos, modificações de conceitos sociais e altamente influenciada pela televisão. Tais condições exacerbam a  valorização do trabalho e a estabilidade financeira, na condição de garantir a realização de desejos pessoais e materiais através de uma careira profissional de sucesso. “Essa geração é marcada pelo pragmatismo e autoconfiança nas escolhas, e busca promover a igualdade de direitos e de justiça em suas decisões”  Também Lombardia (2008) explica que “são conservadores, materialistas e possuem aversão a supervisão. Desconfiam de verdades absolutas, são positivistas, autoconfiantes, cumprem objetivos e não os prazos, além de serem muito criativos”

A complementaridade dessas duas gerações, dá-se quando existir sensibilidade e equilíbrio de ambas as partes. Segundo publicação de JAY COGER (HSM Manegement 11 novembro-dezembro 1998) é necessário que geração X conheça o potencial dos mais jovens: “Para trabalhar de forma eficaz com o pessoal mais novo, as gerações mais velhas terão de ser mais sensíveis. Se conseguirem oferecer aos mais jovens projetos desafiadores, respeitar suas necessidades de independência e criar comunidades no local de trabalho, eles o recompensarão com uma coisa bastante rara e valiosa: dedicação.”

Como é sua empresa? Quer fazer a diferença? Quer que seu projeto dê certo?

Monte seu grupo. Convide especialistas com visões distintas. Busque outras áreas. Respeite o outro. Crie laços. Talvez o “cara” lá da operação tenha uma grande ideia para seu projeto, ou para solucionar um problema da empresa. Saiba fazer a mistura certa, na dose certa. Abra-se. Abra seu departamento. Convide os novatos, eles lidam bem com a tecnologia, gostam de desafios, buscam resultados mais rápidos. Seiscentos e noventa e quatro (694) grupos comprovadamente se abriram e fizeram a diferença! Experimente. Veja o outro como soma. Grupos colaborativos são mais inteligentes. Veteranos conhecem o processo, as estratégias, o novato tem a flexibilidade,  a tecnologia, o frescor da visão. Se for um gestor, faça a diferença por onde passar. Crie equipes multidisciplinares, ecléticas, complementares, mistas; gerações distintas são mais inteligentes. A empresa será assim mais produtiva, mais criativa, mais competitiva. Faça como no futebol a mistura certa: veteranos e novatos ajudam a vencer o campeonato!

Cida Montijo
Artigo publicado na Revista Ser Mais – Editora Ser Mais – Fevereiro 2014

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